segunda-feira, 16 de maio de 2016

A DIÁLETICA DO AGRADECIMENTO





No movimento está implícito um jogo de forças, algumas conjugadas e outras contraditórias, nessa mecânica psicomotora da vida ninguém está definitivamente estático, todos somos ajudados ou obstaculizados, estamos sempre em movimento.

Não existe, por definição, trabalho individual. Toda ação pressupõe um contexto: histórico, social, humano. Assim este trabalho foi realizado por todos e todas que construíram minha história, meu contexto de vida.

Agradeço aos negros e negras cujo sangue derramado, nos pelourinhos, corre em minhas veias, às etnias indígenas extintas, que sobrevivem no meu DNA, onde se encontram com seus algozes, contraditoriamente formando o mesmo ser e que é denunciado na minha cor, na mistura do meu jeito de ser.

Agradeço a todos esses ausentes do passado, tão presentes na invisibilidade do meu visível presente.

Agradeço a todos os ausentes dos meus dias atuais, daqueles que já passei todo esse legado e que ainda não estão nem conscientes dele.

Agradeço a todos os que um dia trocaram parte do seu ser comigo, por meio de pensamentos, palavras, emoções: positivas ou negativas.

Agradeço a todos que, conscientes ou inconscientes, obstaculizaram, problematizaram em minha vida.

Agradeço ao movimento da vida, por mais essa ascensão, na minha Jornada, na espiral do conhecimento de si mesmo e do mundo.

Agradeço por permitirem que este escriba pudesse transcrever tudo que construímos juntos.
Obrigado!

Jesse Rodrigues Ferreira 


Publicado originalmente no artigo de conclusão de Curso de Especialização em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça, Universidade de Brasília, 2014.
Disponível em: Biblioteca UnB

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