sexta-feira, 3 de abril de 2009

Tempo de Ser

Os filósofos gregos criavam palavras a partir de conceitos que desenvolviam, assim refletindo sobre o Tempo eles chegaram a conclusão que haviam pelo menos três qualidades ou espécies: o primeiro é Aion (que no latim ficou Aeon, Éon) que significa unidade de eternidades, o que torna inteligível à mente humana à frase: "E passaram-se muitos eons." , ou seja, é um padrão de tempo muito longo que nós não conseguimos mensurar e nem imaginar. O segundo é Kairós, que significa a qualidade do tempo certo, da oportunidade, que nos indica que existe uma qualidade no tempo que encerra-se em si mesma, surgiu e desapareceu, da mesma forma, nas mesmas circunstâncias e na mesma conjuntura, aquele tempo, aquele momentum nunca mais se repetirá. O terceiro é Chronos, o tempo mensurável pelos sentidos objetivos, é sequencial, contínuo.
Da mesma forma os filósofos procuraram unificar numa única palavra o sentido do conjunto de fatores humanos, sociais, culturais, civilizatórios que permeiam e impulsionam a evolução do Ser Humano, é a Paidéia.
A junção desses dois conceitos forma um terceiro que parece se adequar à conjuntura atual, estamos num momentum especial, em que podemos chegar a forma a Noosfera, no conceito de Theilard Chardin, até sermos capazes de produzirmos a Ecosfera (essa esfera tem um conceito desenvolvido por mim que explorarei em outro artigo), ou seja, estamos num momento de crise de paradigma em que temos que tomar consciência de forma coletiva de que devemos mudar nosso modo de vida. Ou evoluímos ou nos auto extinguimos. É Tempo de Ser ou de não-ser.

Um comentário:

  1. Taí, gostei! Bem interessante, continue escrevendo que continuarei lendo.

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